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Bahia, Brasil · 27/10/2026

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Luiz Conceição

· O Diário Baiano
Luiz Conceição

Onde há ditaduras, suspeitos jamais fogem da aplicação da lei. Pelo menos este é meu ponto de vista como jornalista há 50 anos e bacharel em Direito, desde 1994, pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), instituição de ensino superior onde vivi inigualáveis momentos de descoberta do conhecimento e aprendizado e tive convivência com pensamentos e ideologias diversa.

Como cidadão vejo que o candidato derrotado pelos 4,4 milhões de votos pelo reeleito presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no domingo, dia 25, não está acostumado ideias (?), crenças e ideologias diferentes da sua. Parece estranho às pessoas comuns que, em caso de perda ou derrota, tenha sumido no breu da noite em vez de enfrentar à dura realidade eleitoral.

Perder para o candidato mais idoso que, mesmo tendo sido derrotado em primeiro turno, foi adiante, reuniu apoios geracionais e venceu, deveria ser encarado como lição política. O fujão deveria ter lambido as feridas, colocado unguentos ou sacudido a poeira e partir para liderar a oposição que se jactava de comandar com acólitos do mesmo nível.

Ao contrário, demostrou fraqueza, fracasso e desânimo e rumou para o colo do titio em cujo gabinete apareceu como garçom em foto em cores. Aliás, não poderá se dizer perseguido lá no norte da América, já que fugiu sem ninguém no seu encalço, apesar de ter sido obrigado a entregar passaportes antes de se evadir.Ao saber da fuga, brinquei e pilheriei com colegas de redação: onde está Wally, uma referência à famosa série de livros infantis de quebra-cabeça criada, em 1987, pelo ilustrador britânico Martin Handford. Trata-se de Waldo, personagem conhecido na América do Norte que se transforma em viajante, usa um gorro com pompom, óculos redondos e um suéter listrado de vermelho e branco. Ele some e depois pode ser visto em imagens no meio de centenas, milhares de pessoas, sempre escondido em cenários extremamente complexos e cheios de detalhes visuais.

Era uma diversão para filhos, sobrinhos e seus amiguinhos nas horas de lazer antes do almoço familiar aos domingos. Sempre ríamos muito ao tentar descobrir onde estava o fujão.

Mas, nesse episódio triste e vergonhoso não há graça alguma, pois o indigitado tem mandato de senador pelo Rio de Janeiro, até janeiro de 2027, contas a prestar à Justiça Eleitoral e à Justiça Comum, com direito ao contraditório e à ampla defesa, direito ao silêncio, defesa técnica e audiência com advogado.

Uma pena que tenha iludido 59.826.041 eleitores (48,21%), no 2º turno, e outros 56.104.503, no 1º turno (47,03%) e arrogante tivesse assumido a vitória que não lhe pertencia. Quem lhe dera ter a disposição, o patriotismo e a juventude de Lula, 81anos, comemorados nesta terça-feira, dia 27.

Parabéns, presidente Lula, você é a inspiração do povo brasileiro que lhe deu a maior votação da história de 64.256.232 de votos (51,79%), no 2° turno, derrotando o atraso, a indigência mental, o mercado e a mídia de sempre ao ultrapassar, como apoio das crianças, jovens, adultos e idosos, muitos carregados no colo até a urna para superar os 53.879.538 votos (45,16%) do 1º turno.

Viva a brava gente brasileira e o Brasil!!!!

Luiz Conceição é bacharel em Direito, leitor de temas econômicos, literários e do cotidiano e jornalista desde 1975 (época em que era muito, mas muito feliz!).

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